CAMARÓN:UM ARTISTA SEM RESTRIÇÕES
Para falar de Camarón de la Isla, ou melhor, José Monje Cruz é necessária uma atenção especial já que estamos tratando de uma figura que ultrapassou as fronteiras de seu país, levou o flamenco ao conhecimento de um grande número de pessoas leigas e se propôs a realizar misturas musicais e parcerias com os mais variados artistas.Nascido na Ilha de San Fernando (que aparece em seu nome artístico), em Cádiz, recebeu o apelido, Camarón, devido ao tom de seus cabelos louros e seu aspecto franzino.
Membro de uma numerosa família se interessou pelo cante desde cedo por influência de seus pais e deu início a sua carreira cantando nas ruas, em transportes coletivos e em alguns estabelecimentos da região.Aos doze anos ganha o Festival de Montilla em Córdoba.Espelhou-se no trabalho de grandes nomes do cante como: La Perla de Cadiz e El chaqueta.
Em sua diminuta vida (1950-1992) pode contribuir imensamente para o desenvolvimento da arte flamenca.Ao chegar á Madrid juntou-se, ao também grandioso, Paco de Lúcia com quem fez numerosas parcerias de 1968 até 1977 e com quem gravou dez discos.Foi no tablado “Torres Bermejas” que seu nome começou a ganhar notoriedade.
Dentre seus 19 lps gravados, o disco “La leyenda del tiempo”, que conta com a colaboração de Tomatito, defini sua postura de renovação perante ás tradicionalidades do cante.Incluindo também em seus trabalhos poesias musicadas de Federico Garcia Lorca.Em 1989 grava o disco “soy Gitano” álbum flamenco de maior exito da história e em 1992 encerra sua carreira com o álbum “potro de Rabia y miel” cujas gravações foram interrompidas devido ao adiantado da doença do artista que padecia de câncer no pulmão agravado pelo consumo de álcool e drogas.
A gravadora “universal” da qual Camarón era contratado, lança neste ano o cd “Reencuentro” composto por nove canções inéditas selecionadas por Luis Monge Montoya, filho do artista, retiradas dos registros da TVE e um Dvd com algumas apresentações televisionadas.
Não é à toa que Camarón é conhecido como lenda.Suas apresentações eram extremamente comoventes e profundas, chegava até a tirar sangue das mãos de tanto apertá-las ao cantar.
Há de existir alguém com tanta força como ele...
Discografía
· Al verte las flores lloran (1969)
Cada vez que nos miramos (1970)
Son tus ojos dos estrellas (1971)
Canastera (1972)
Caminito de Totana (1973)
Soy caminante (1974)
Marta Morenaza (1974)
Arte y majestad (1975)
Rosa María (1976)
Castillo de arena (1977)
La leyenda del tiempo (1979)
Como el agua (1981)
Calle Real (1983)
Viviré (1984)
Te lo dice Camarón (1986)
Flamenco vivo (1987)
Soy gitano (1989)
Autorretrato (1990)
Potro de rabia y miel (1992)
Recopilatorios y discos póstumos
Camarón nuestro (1994)
Antología (1996)
1. Fundamentos
2. Grandeza
3. Apoteosis
París 1987 (1999)
Antología inédita (2000)
Venta de Vargas (2003)
Reencuentro (2008) [i]
[i] [i] http://buscabiografias.com/cgi-bin/verbio.cgi?id=1997
http://es.wikipedia.org/wiki/Camar%C3%B3n_de_la_Isla
http://www.elartedevivirelflamenco.com/cantaores22.html
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